Quebradeiras de coco cobram a aprovação da lei do babaçu…

Cerca de 50 quebradeiras de coco babaçu estiveram, na manhã de sexta-feira (6), na Câmara Municipal de Governador Archer, para cobrar a aprovação da Lei do babaçu livre naquele município. As mulheres fazem parte da Associação das Quebradeiras de Coco do lugar, entidade fundada em 2007, com o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A aprovação da lei dá, às quebradeiras, o livre acesso aos babaçuais e proíbe a derrubada de palmeiras.

A luta principal das quebradeiras de coco babaçu é contra a sujeição e a exploração no campo, por parte dos proprietários de terras. Organizadora da mobilização, a agente da CPT Márcia Palhano disse que a luta maior das quebradeiras é conseguir o cumprimento da Lei do Babaçu Livre que é uma alternativa no combate aos diversos tipos de exploração a que são submetidas as mulheres que dependem exclusivamente dos babaçuais para sobreviverem.

Uma das propostas da Lei do Babaçu Livre é garantir o livre acesso aos babaçuais em terras públicas e privadas, proibindo as derrubadas, queimadas e o uso de agrotóxicos nas espécies nativas.

A presidente da Associação das Quebradeiras de Governador Archer, Antônia Célia Silva, denuncia que, frequentemente, são agredidas e ameaçadas. “Há pouco tempo correram atrás de uma amiga minha. É comum deixarem armadilhas com espingardas escondidas e armadas. Muitas vezes deixam as armas posicionadas na altura do peito, em outras, deixam no ponto de aleijar, na altura da perna. Já teve gente que morreu por causa disso. Não temos com quem contar. O pessoal do Ibama, quando vem aqui, ganha um bode, um carneiro e vai embora”, denunciou.

Fonte: Jornal Pequeno

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